30 de agosto de 2019, às 16:40

Assembleia de Escolha define entidades integrantes do Conselho Estadual LGBT


Nesta sexta-feira (30), foi realizada a Assembleia de Escolha dos representantes da sociedade civil que irão compor o Conselho Estadual de Promoção da Cidadania e Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – CONLGBT, no biênio 2019/2021. O encontro aconteceu na sede da secretaria de Estado da Inclusão Social, e culminou com a deliberação de que todas as 12 entidades que atenderam aos critérios estabelecidos pelo edital no processo de habilitação terão representantes no Conselho, considerando a compatibilidade entre o número de vagas e o número de habilitações.

As entidades habilitadas e que, portanto, passam a ter assento no CONLGBT são: Associação de Travestis Unidas na Luta pela Cidadania; Conselho Regional de Psicologia; Aliança Nacional LGBTI, Associação e Movimento Sergipano de Transexuais e Travestis – Amosertrans; Associação de Defesa Homossexual de Sergipe – Adhons; Associação Gay Simãodiense; Associação Sergipana de Transgêneros – Astra; Associação a Diversidade em Ação em Busca da Cidadania LGBT do Baixo São Francisco – AADA LGBT; Levante Popular da Juventude; Grupo Athena de Sergipe; Grupo Homossexual do Bugio; e, Associação Sergipana de Transgêneros Estanciana – Astraes.

Durante a Assembleia, candidatos indicados pelas entidades da sociedade civil, com atuação em Sergipe, apresentaram-se e destacaram a importância da reunião. “A formação desse Conselho é muito importante para a promoção de políticas públicas, também no papel de fiscalizar e propor estratégias para driblar as questões do preconceito. Com esse tipo de debate, a população só tem a ganhar, pois a gente busca garantir que a população como um todo tenha direitos iguais”, destacou Maria Eduarda Marques, representante da Astra.

Para Jéssica Taylor, representante da Unidas, a participação nas discussões é uma maneira de fortalecer também a luta contra o preconceito. “Esse é um espaço do qual temos que participar, para discutir e avaliar, até para que possamos cobrar algo do poder público. Além disso, a criação desse Conselho é uma forma de nos fortalecer e nos munir de ferramentas contra o preconceito, e casos de violência gerados por ele”, disse.

Com clima de união e fortalecimento, as entidades entraram em acordo unanimemente nos momentos de encaminhamentos e deliberações. “Estamos unidos numa mesma causa e, por isso, precisamos lutar para que o Conselho fosse criado, pois é uma forma de nos amparar e nos ajudar na garantia de nossos direitos”, afirmou Agnaldo Augusto dos Santos Junior, representante da Astraes.

Segundo a referência técnica de Políticas para a População LGBTQI+ da Seit, Adriana Lohanna, o próximo passo será a convocação dos 12 representantes de entidades, para a instalação, de fato, do Conselho. “Precisamos ressaltar que, num momento político de retrocesso nacional em relação às políticas públicas LGBTQ, é importante mostrar resistência ao desmonte. Portanto, a reunião de hoje foi muito proveitosa, pois as entidades conseguiram unificar as ideias, fazendo com que todas fossem contempladas, entendendo que esse é um espaço de fortalecimento do movimento social e também do governo do Estado, ao efetivar a criação do conselho”, avaliou.

|Fotos: Pritty Reis

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